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Luiz Wagner Outeiro Hernandes
Histórias de Aeromodelistas › Luiz Wagner Outeiro Hernandes

Luiz Wagner Outeiro Hernandes nasceu em Barretos (SP), em 07 de agosto de 1946, filho Antonio Hernandes Gomes, corretor de imóveis e Maria Luiza Outeiro Hernandes, professora primária estadual, sendo o mais novo dos homens.

Conta um dos seus irmãos mais velho, Afonso, que seus pais confidenciaram a ele que no dia do nascimento do caçula dos filhos, na cabeceira do berço onde dormia, à noite, apareceu um vulto resplandecente, com roupas de aviador militar e que logo se dissipou no quarto escuro. Tal revelação foi feita sob promessa de segredo absoluto. Somente após a morte dos seus pais é que tal segredo foi revelado ao seu irmão mais novo.

O seu primeiro contato com algo que “voava”, foi aos cinco anos de idade. Seus pais o haviam levado para um consulta médica e no retorno, quando passavam defronte a Casa Baalbeck, daquela cidade, ele desceu celeremente do colo de sua mãe e se pôs na frente de um velocípede, na forma de avião. Pronto, ali empacou e não queria se arredar do brinquedo. Seus pais, na época, não tinham uma situação financeira boa e levaram o garoto para casa, aos prantos, sem adquirir o brinquedo.

Já no Jardim de Infância fazia espontaneamente recortes de figuras de aviões e desenhos de aviões.

Desde cedo o seu coração palpitava por aeronaves. Durante a década de 50 Barretos era servida pela companhia aérea Real Aerovias Nacional, cujos DC-3 rasgavam os céus da cidade produzindo o característico rouco dos seus motores radiais. Sem pestanejar apanhava a sua bicicleta e corria para o aeroporto local para apreciar as aeronaves.

Nas tardes de domingo, após as matinês do Cine Barretos, parava na sede da referida companhia aérea e ficava longos momentos saboreando a operação de telegrafia que minitorava os voos da empresa.

Lá pelos quinze anos de idade começou adquirir, com suas mesadas, planadores e aviões de pequeno porte para montar, tais como o Libélula e T-6. Em paralelo começou a montar “kits” da Revell. Montou o Me109, Me 262, Fw 190, P-40, F-102, F-104, F-106 etc.

Na terceira série do ginasial, pelos idos de 1964, entediado com as aulas de Trabalhos Manuais, onde era obrigado a tecer sacolas de fios de barbante ou comprar peças de obras de madeira, já prontas na Marcenaria Azul, como tarefa feita em casa, procurou o Prof. Juquinha, no intervalo de uma das aulas e propôs ao seu mestre que permitisse a ele dar aulas aos alunos sobre montagem de aeromodelos. Propunha-se a dar aulas teóricas sobre sustentação, propulsão e montagem prática. O professor, que era também entusiasta de aeromodelismo, na hora concordou. Disse que ele teria seis meses para trabalhar com aulas teóricas e aulas práticas. Disse também que a nota do exame final se constituiria pelo interesse do aluno, em aula, capricho na montagem e voo do aeromodelo.

Foram formados vários grupos de alunos, mais ou menos com a mesma quantidade de componentes. Foi convencionado que todos os aeromodelos seriam do tipo “Pégasus”, comprados, via Correios, na Casa Aerobras, de São Paulo.

O “novo professor”, entusiasta, pelo que fazia, conduziu os grupos com maestria, ministrando todos os conhecimentos que havia adquirido anteriormente, desde os teóricos, montagem e entelagem dos planadores. Finalmente chegou o dia. Os grupos se dirigiram ao aeroporto, local escolhido para a prova e um a um foram lançando seus planadores, que eram levados pelo vento forte. Todos os alunos foram aprovados no exame final. O “novo professor” sorria, pois além de constatar o seu êxito como monitor de montagem de planadores, se viu livre das sacolas de barbante e outros trabalhos que não apreciava.

Nessa época, seu irmão que cursava o ITA - Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP), que sabia do entusiasmo do seu irmão pela aviação e aeromodelismo lhe deu um aeromodelo usado comandado por cabos. Aquela tecnologia era o que havia de mais moderna. Entretanto, em Barretos não havia insumos para a prática daquele esporte. Não havia combustível, baterias, nada apropriado para a prática do aeromodelismo. Era um verdadeiro desbravador.

Em 1965, serviu o Exército Brasileiro, no TG-9, de Barretos. As instalações militares ficavam no campo de aviação da cidade. Era um sacrifício muito grande os exercícios militares diários, não pelo dispêndio de energia, mas sim em razão da movimentação de aviões no aeroporto, que chamavam a sua atenção e o atrapalhava em sua concentração.

Numa bela tarde de outono, daquele ano, ouviu o ronco característico dos motores dos T-6, mas era muito forte. Correu para a rua e viu seis aeronaves T-6 sob céu de brigadeiro. Achou estranho, pois nunca havia visto aquele tipo de pintura nos aviões da FAB. Só havia visto as pinturas do North American T-6, no padrão alumínio e alaranjado ou branco com desenhos azuis e vermelhos, da esquadrilha da Fumaça. Montou em sua Lambretta e foi voando para o aeroporto local. Lá chegando ainda viu os pilotos guardando os capacetes de voo e examinando as aeronaves. Percebeu que todas estavam armadas com bombas e metralhadoras. Nisso chegou o seu instrutor do TG-9, Sargento Miranda, um barriga verde boa praça. Lá pelas tantas, para a sua surpresa viu o sargento se dirigindo a ele e foi de longe ordenando:

- “Soldado em dia de folga no quartel quer trabalho”. Vá para casa e coloque o seu fardamento, você ficará de guarda nos aviões. Para qualquer outro atirador aquilo seria o maior dos castigos. Para ele foi um sonho. Montou guarda durante toda noite, nos aviões da FAB, que ostentavam em suas fuselagens os nomes “Zumbi”, “Vampiro”, “Drácula” e outros. A pintura das aeronaves era na cor verde e cinza, propícia para camuflar entre árvores.

No dia seguinte foi cumprimentado pelos pilotos que se despediram e tomaram o rumo noroeste. Mais tarde lendo sobre o assunto das guerrilhas do Araguaia encontrou relatos de combates esquadrilha com aquelas características.

No final do ano de 1970, mudou-se para São José dos Campos, se dedicando aos estudos e família, se afastando da prática do aeromodelismo, mas não do seu sonho.

As suas maquetes da Revell tiveram um triste fim. Um dia chegando do seu trabalho viu seus filhos brincando com seus aviões, todos já praticamente desmontados e quebrados.

Durante os quinze anos em que trabalhou na EMBRAER, montou uma nova coleção de maquetes, agora com aviões de fabricação daquela empresa.

Em 2013, já aposentado e seus filhos exercitando suas profissões viu que havia chegado a hora de voltar ao aeromodelismo. Essa decisão foi apoiada por sua mulher que sempre o acompanhou em seus hobbys.

Descobriu em sua cidade, São José dos Campos, o CMU – Clube de Modelismo Urbanova, filiado à COBRA. Lá se inscreveu praticou aulas de voo com aeromodelo básico, rádio controlado. Está aos poucos se ambientando às novas tecnologias.

Em 2015, foi convidado para fazer parte da Comissão de Direito Aeronáutico e Espaço da Subseção da OAB de São José dos Campos, assumindo o cargo de Vice-Presidente.

Em 15 de outubro de 2015 irá proferir palestra sobre a regulamentação de “drones” e aeromodelos, proposta pela ANAC.

Finalmente voltou a viver o seu sonho de aeromodelista, nunca esquecido.

Um dos aeromodelos montados nas aulas de Trabalhos Manuais - 1964
Aeromodelo controlado por cabos, ganho de presente do seu irmão Afonso - 1963
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Categorias: F2B
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Categorias: Sigla
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AMA-MG - ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE AEROMODEL...
Categorias: F2B
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sáb
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ABRA-DF - ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE AERO..
Descrição: ..
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sex
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AMA-MG - ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE AEROMODEL..
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